Pelo trabalho, pelo Brasil…

Pelo trabalho, pelo Brasil…

 

Caros Trabalhadores,

Há um ano foi lançado o “Projeto Brasil 2030: da colaboração para o desenvolvimento”. O impulso para criá-lo foi uma questão aparentemente óbvia, que considerava nem precisar responder.

– Valorizar o servidor público para quê?,

indagou um cidadão ao ser consultado sobre como poderíamos aprimorar o Manual de Guerrilha do Servidor Público.

A valorização do servidor era um dos seis eixos estruturantes do Manual. Ao inserir esse eixo, acreditávamos estar fazendo o básico do que é preconizado pelos experts da área de gestão de pessoas: buscar formar efetivas de reconhecer as pessoas pelo seu comprometimento e entrega à organização.

O citado cidadão, ao ouvir essa resposta, não se mostrou convencido. Para ele, parecia que advogávamos em causa própria, que queríamos garantir mais um privilégio.

Mencionei que aquilo não era algo isolado e que estava dentro de uma perspectiva maior de requalificação do serviço público, que incluía comprometimento real com o propósito de servir ao público, busca contínua pela excelência, além de outros modernos princípios de participação social e cocriação de serviços públicos.

Ele mantinha-se irredutível, ou melhor, descrente.

Não era difícil perceber o porquê. Os cidadãos estavam na rua, insatisfeitos com a qualidade dos serviços públicos. Estavam na rua, impacientes com a quantidade sem fim de denúncias de corrupção. Estavam na rua, porque não viam luz no fim do túnel.

Nós não deixávamos de ter convicção naquilo que estávamos propondo: a busca pela devida valorização dos profissionais do serviço público, assim como do setor privado, era medida inquestionável.

Ao mesmo tempo, sentíamos que devíamos uma resposta àquele cidadão. Era preciso deixar claro que não queríamos um privilégio e que estávamos comprometidos com a melhoria dos serviços públicos e com o desenvolvimento do país.

Porém, precisávamos ainda que aquele cidadão se apropriasse da coisa pública e se envolvesse na melhoria dos serviços públicos. Esperávamos que ele percebesse que a eleição não era a escolha do seu próximo inquilino, ao qual ele entregava a chave e esperava receber sua propriedade dali a quatro anos nas mesmas condições e, se possível, com algumas melhorias.

Eleição não é um contrato de aluguel. Se o poder emana do povo, não é inteligente apenas alugá-lo para algum governante de plantão. O poder deve ser mantido e bem utilizado pelo povo. A autoridade eleita é só uma executante dessa vontade, não quem a define.

Parece utópico, mas assim como milhões de cidadãos que lutaram no passado para que tivéssemos a independência do país; para que tivéssemos o fim da escravidão; para que tivéssemos direito ao voto; temos certeza de que vale lutar por um país em que o poder efetivamente emana do povo, que o exerce devidamente para alcançar seus objetivos comuns.

Segundo a Constituição Federal, nossos objetivos mais altos, acima de qualquer governo, são assim definidos:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

 

Seriam esses objetivos realmente? Esta é nossa primeira pergunta.

Se sim,  precisamos entender qual é a concepção de liberdade, de justiça, de igualdade que queremos atingir. Tais objetivos não são auto-explicáveis. É preciso diálogo para que alcancemos os mesmos significados.

Além disso, precisamos saber em que grau o cidadão está disposto a se comprometer com o alcance desses objetivos. Afinal, 10 milhões de servidores podem alcançar um determinado resultado, mas 200 milhões de cidadãos podem alcançar muito mais.

Por isso, fizemos esse chamado e lançamos no dia 1o de Maio de 2015 o “Projeto Brasil 2030: da colaboração para o desenvolvimento”.

Escolhemos o Dia do Trabalhador não foi à toa. Acreditamos que o trabalho é a base da construção de um país que realmente seja de todos. Acreditamos também que o trabalhador sabe porque a devida valorização é tão importante. Não é um privilégio. É o que nos dá dignidade.

Parabéns a todos trabalhadores pelo dia de hoje. Nós servidores públicos, como trabalhadores, também estamos em comemoração.

E, como cidadãos, acreditamos que com trabalho conjunto conseguiremos construir o Brasil que sonhamos: fodástico, bagual de bom, porreta, show de bola, top das galáxias…

Já começamos: http://brasil2030.com.br/

 

Compartilhe:

Comentários (1)
Responder

Estou nessa! Servidor público é mais alta distinção de uma pessoa neste país, quiçá n o mundo: um ser a serviço do público. A dimensão do ser humano saudável e SOCIAL, i.e., existimos para servir.

Deixe um comentário

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentar (obrigatório)

Você pode usar tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>